Hoje li um livro de contos escrito por uma criança de nove anos, encadernado por sua mãe e vendido, pela mesma criança, para os pais, tios e avós. Lembrei de mim quando era pequena e poeta e escrevi o romance “O amor não tem espécie”, onde um dinossauro se apaixonava por uma mocinha morena e de olhos azuis. Quase um Romeu e Julieta da nossa geração. Na hora que vi o livro da criança só pude pensar: “Onde estava meu tino comercial?”
2009
O Resgate do Soldado Feldman
Marina Feldman voltou da guerra. Mas agora enfrenta a guerrilha urbana do dia-a-dia, na selva de pedra de Curitiba.
sexta-feira, 5 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
A Menina Responsável
Há quem fuja da responsabilidade. Por medo, preguiça ou falta de vontade.
Há quem aceite, à contragosto. Afinal, pessoas adultas precisam ser responsáveis.
Há também, aqueles que assumem e não cumprem.
O meu problema é outro.
Se alguem oferece uma responsabilidade, vou logo abraçando. Não consigo fugir. Mais que isso, não quero fugir.
Cada dia é uma nova. A situação pode estar chegando a niveis preocupantes. O que será issio?
Inquietude?
Energia Acumulada?
Inconsciente coletivo?
Tentativa de impressionar alguém?
Fetiche?
Ninguém sabe. Minha psicologa já desistiu de explicar. Meu flatmate já concluiu que eu simplesmente gosto de sofrer. Meus pais aceitaram, mas convivem todos os dia com o medo de eu ter um infarto aos 20 anos.
E se toda essa gente não consegue entender, quem sou eu pra explicar?
Só digo uma coisa: Estou viciada em responsabilidades.
Há quem aceite, à contragosto. Afinal, pessoas adultas precisam ser responsáveis.
Há também, aqueles que assumem e não cumprem.
O meu problema é outro.
Se alguem oferece uma responsabilidade, vou logo abraçando. Não consigo fugir. Mais que isso, não quero fugir.
Cada dia é uma nova. A situação pode estar chegando a niveis preocupantes. O que será issio?
Inquietude?
Energia Acumulada?
Inconsciente coletivo?
Tentativa de impressionar alguém?
Fetiche?
Ninguém sabe. Minha psicologa já desistiu de explicar. Meu flatmate já concluiu que eu simplesmente gosto de sofrer. Meus pais aceitaram, mas convivem todos os dia com o medo de eu ter um infarto aos 20 anos.
E se toda essa gente não consegue entender, quem sou eu pra explicar?
Só digo uma coisa: Estou viciada em responsabilidades.
terça-feira, 2 de março de 2010
A Menina Resolvida
Quando eu era pequena queria ser cientista. Tinha o “Laboratório Químico Juvenil” e um CD-ROM sobre “Como as coisas funcionam por dentro”. Passava meu tempo livre fazendo experimentos que, segundo minha tia, um dia ainda iriam gerar um elefante (Imagine só!).
Um dia percebi que o elefante estava distante e aí veio a fase professora de educação infantil. Queria cuidar de crianças, ensiná-las a escrever e até trocar fraldas, se necessário. Passava minhas tardes no trabalho da minha mãe “ajudando” a Tia do maternal a cuidar das crianças.
Aí minha mãe me convenceu que era uma profissão ingrata. Dava trabalho, cansava e não tinha grandes perspectivas. Resolvi ser historiadora. Com minha paixão inveterada por barbudos intelectuais, não poderia achar um lugar melhor para mim. Na verdade na época os únicos barbudos intelectuais que eu era apaixonada eram meu pai e meu irmão. E isso bastava. Queria ser historiadora. Adorava feudalismo, iluminismo e, acima de tudo, revoluções.
Aí meu pai me convenceu que historia não dava dinheiro. Pro meu irmão ele havia feito o mesmo discurso, mas não funcionou. Comigo funcionou pois foi acompanhado de aulas de uma professora de história horrível. Na sala ao lado da professora de história horrível estava uma professora de português encantadora. Foi tiro e queda: decidi ser escritora. Escrevia poesias, contos e histórias. Só não admitia uma coisa, que me dissessem sobre o que escrever. Mas minha professora encantadora soube driblar esse problema e a paixão pelas letras durou.
Até que parei pra pensar que para ser escritora eu estudaria letras. Letras não dá muitas opções. Tenho um tio escritor que escreve e dá aulas, nada muito animador. Resolvi que pra ser escritora precisava de um curso mais funcional (Já havia aprendido a limitar meu sonhos, olhe só!). Decidi pelo jornalismo. Assim seria, enquanto eu não escrevesse meu grande livro, iria escrevendo para jornais. Poderia até mesmo ser correspondente internacional. Fui me encantando com as possibilidades do jornalismo. Passei muitos anos sem mudar de idéia, a não ser por alguns lapsos em que decidia ser bailarina.
Aí chegou a hora de decidir. O jornalismo, sem mais nem porque ficou em segundo plano e resolvi que queria ser arquiteta. Me encantavam os detalhes, as formas. Queria desenhar prédios, casas e o mundo como bem entendesse. Até encarar as aulas de desenho e ver que sem talento não ia dar certo.
Aí veio uma fase de questionamentos e eu percebi que só os questionamentos, em si, já me bastavam. Aí veio a psicologia. Queria entender a psique humana. Me encantava o inconsciente.
Na verdade tudo me encantava. Mas eu precisava decidir. Era o ultimo dia pra inscrição e eu não sabia o que fazer. Perguntei a todos que via o que deveria fazer. As respostas variavam e as justificativas não iam muito fundo: “Você tem cara de jornalista!”, diziam. Até que uma amiga me disse cerca de 3 frases simples e profundas que me deram uma luz. Na parte da conversa que ainda lembro, ela me perguntou se eu perdia a noção do tempo quando escrevia. Disse que sim. E assim fui me inscrever em jornalismo.
Comecei a faculdade. Já que já estava lá dentro, segui um conselho e pus na minha cabeça que era isso mesmo. Aí comecei a me visualizar jornalista. Virei uma pseudointelectual, especialista em generalidades. Gostava disso.
Até que parti para uma viagem que me fez lembrar que eu precisava mudar o mundo. Descobri também que a única forma de mudar o mundo era através da educação. Está decidido, serei educadora. Mudarei o mundo.
Na volta da viagem fui trabalhar com educação e vi que não era simples assim, que a educação, como minha mão já havia dito, era trabalhosa, cansativa e de poucos resultados. Percebi que não conseguiria mudar o mundo.
Por um tempo me refugiei nas artes. Percebi que cursava jornalismo mas não lia jornais, lia livros, não via noticiários, via filmes, não ouvia rádiojornal, ouvia música, não assistia palestras, ia a exposições. Pensei em ser atriz, cineasta, fotógrafa, pintora ou vender artesanato na rua. Mas nunca tive o empenho de sentar e produzir algo.
Aí decidi que não sei decidir.
Um dia percebi que o elefante estava distante e aí veio a fase professora de educação infantil. Queria cuidar de crianças, ensiná-las a escrever e até trocar fraldas, se necessário. Passava minhas tardes no trabalho da minha mãe “ajudando” a Tia do maternal a cuidar das crianças.
Aí minha mãe me convenceu que era uma profissão ingrata. Dava trabalho, cansava e não tinha grandes perspectivas. Resolvi ser historiadora. Com minha paixão inveterada por barbudos intelectuais, não poderia achar um lugar melhor para mim. Na verdade na época os únicos barbudos intelectuais que eu era apaixonada eram meu pai e meu irmão. E isso bastava. Queria ser historiadora. Adorava feudalismo, iluminismo e, acima de tudo, revoluções.
Aí meu pai me convenceu que historia não dava dinheiro. Pro meu irmão ele havia feito o mesmo discurso, mas não funcionou. Comigo funcionou pois foi acompanhado de aulas de uma professora de história horrível. Na sala ao lado da professora de história horrível estava uma professora de português encantadora. Foi tiro e queda: decidi ser escritora. Escrevia poesias, contos e histórias. Só não admitia uma coisa, que me dissessem sobre o que escrever. Mas minha professora encantadora soube driblar esse problema e a paixão pelas letras durou.
Até que parei pra pensar que para ser escritora eu estudaria letras. Letras não dá muitas opções. Tenho um tio escritor que escreve e dá aulas, nada muito animador. Resolvi que pra ser escritora precisava de um curso mais funcional (Já havia aprendido a limitar meu sonhos, olhe só!). Decidi pelo jornalismo. Assim seria, enquanto eu não escrevesse meu grande livro, iria escrevendo para jornais. Poderia até mesmo ser correspondente internacional. Fui me encantando com as possibilidades do jornalismo. Passei muitos anos sem mudar de idéia, a não ser por alguns lapsos em que decidia ser bailarina.
Aí chegou a hora de decidir. O jornalismo, sem mais nem porque ficou em segundo plano e resolvi que queria ser arquiteta. Me encantavam os detalhes, as formas. Queria desenhar prédios, casas e o mundo como bem entendesse. Até encarar as aulas de desenho e ver que sem talento não ia dar certo.
Aí veio uma fase de questionamentos e eu percebi que só os questionamentos, em si, já me bastavam. Aí veio a psicologia. Queria entender a psique humana. Me encantava o inconsciente.
Na verdade tudo me encantava. Mas eu precisava decidir. Era o ultimo dia pra inscrição e eu não sabia o que fazer. Perguntei a todos que via o que deveria fazer. As respostas variavam e as justificativas não iam muito fundo: “Você tem cara de jornalista!”, diziam. Até que uma amiga me disse cerca de 3 frases simples e profundas que me deram uma luz. Na parte da conversa que ainda lembro, ela me perguntou se eu perdia a noção do tempo quando escrevia. Disse que sim. E assim fui me inscrever em jornalismo.
Comecei a faculdade. Já que já estava lá dentro, segui um conselho e pus na minha cabeça que era isso mesmo. Aí comecei a me visualizar jornalista. Virei uma pseudointelectual, especialista em generalidades. Gostava disso.
Até que parti para uma viagem que me fez lembrar que eu precisava mudar o mundo. Descobri também que a única forma de mudar o mundo era através da educação. Está decidido, serei educadora. Mudarei o mundo.
Na volta da viagem fui trabalhar com educação e vi que não era simples assim, que a educação, como minha mão já havia dito, era trabalhosa, cansativa e de poucos resultados. Percebi que não conseguiria mudar o mundo.
Por um tempo me refugiei nas artes. Percebi que cursava jornalismo mas não lia jornais, lia livros, não via noticiários, via filmes, não ouvia rádiojornal, ouvia música, não assistia palestras, ia a exposições. Pensei em ser atriz, cineasta, fotógrafa, pintora ou vender artesanato na rua. Mas nunca tive o empenho de sentar e produzir algo.
Aí decidi que não sei decidir.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Férias
"Ai, ai... Quero férias!", dizia Marina Feldman, sempre que faltava assunto. Sempre que parava de falar naquele ritmo incessante a que está acostumada, soltava um suspiro e falava a mesma coisa. Parecia que, chegando às ferias, chegaria a paz. Passaram-se semanas, meses. Primeiro a faculdade deu folga. Depois foram as aulas de ingles. Logo em seguida as de Hebraico. Depois ferias eternas do seu antigo emprego. E, por fim, o ultimo dos cinco empregos à libertou. Férias, em tempo integral. Alegira garantida, tempo pra espreguiçar, meditar, dançar e dormir. Então, por que esse vazio?
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Pequenos prazeres da vida em família
1) Roubar comida do prato dos irmãos
Ao fim da refeição, já com o estômago cheio e próximo do fim, é um prazer inenarrável colocar o garfo em posição ataque e roubar o pedaço remanescente de bife, lasanha ou bolo de chocolate do prato do seu irmão. A fome não entra em questão. O ponto chave é a aventura.
2) Disputar a atenção da genitora
Usando o clássico "Mãe, você não está me olhando", o ponto indispensável de qualquer feriado em família é a disputa do amor materno. Mesmo após horas de atenção ininterrupta, é essencial brigar com seu irmão pela atenção. Nesse tipo de situação, é cabível dar cambalhotas, dançar ou mesmo chorar.
3) Provocar o patriarca
Considerando-se a previsibilidade do senhor nosso pai, uma das coisas mais fáceis e prazerosas já inventadas é provocá-lo. Basta uma frase ou uma pequena atitude. Em grupo a comoção é ainda maior.
4) Botar a mão na comida
A matriarca é uma grande apreciadora da ordem familiar. Seu desagrado é imediato quando colocamos nossas mãos na salada ou na torta para roubar um pedaço. Seu desagrado é diversão garantida.
5) Envergonhar o primogénito
O primogénito é um homem de classe, cheio de pose. Atitudes estranhas em público envergonham sua bela índole. Família Feldman é rainha em criar situações embaraçosas.
Ao fim da refeição, já com o estômago cheio e próximo do fim, é um prazer inenarrável colocar o garfo em posição ataque e roubar o pedaço remanescente de bife, lasanha ou bolo de chocolate do prato do seu irmão. A fome não entra em questão. O ponto chave é a aventura.
2) Disputar a atenção da genitora
Usando o clássico "Mãe, você não está me olhando", o ponto indispensável de qualquer feriado em família é a disputa do amor materno. Mesmo após horas de atenção ininterrupta, é essencial brigar com seu irmão pela atenção. Nesse tipo de situação, é cabível dar cambalhotas, dançar ou mesmo chorar.
3) Provocar o patriarca
Considerando-se a previsibilidade do senhor nosso pai, uma das coisas mais fáceis e prazerosas já inventadas é provocá-lo. Basta uma frase ou uma pequena atitude. Em grupo a comoção é ainda maior.
4) Botar a mão na comida
A matriarca é uma grande apreciadora da ordem familiar. Seu desagrado é imediato quando colocamos nossas mãos na salada ou na torta para roubar um pedaço. Seu desagrado é diversão garantida.
5) Envergonhar o primogénito
O primogénito é um homem de classe, cheio de pose. Atitudes estranhas em público envergonham sua bela índole. Família Feldman é rainha em criar situações embaraçosas.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Entrei pro crube!
É que um poeta que conheci me fez descobrir que não serve só pra dizer "Bom Diiiia, hoje acordei de bom humo-or", então resolvi fuçar e é bacana mesmo.
www.twitter.com/soldadofeldman
É que um poeta que conheci me fez descobrir que não serve só pra dizer "Bom Diiiia, hoje acordei de bom humo-or", então resolvi fuçar e é bacana mesmo.
www.twitter.com/soldadofeldman
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Dream Job
Tenho tido um pesadelo recorrente. Não sei quão recorrente ele é, poís já faz um tempo que perdi a noção de sonho e realidade. Aos 16 anos sofri um trauma e a partir de lá passei a achar que a realidade é sonho e o sonho é realidade. Fazer o quê...
Mas a questão é que sonhei com isso, ou penso que sonhei, ao menos duas vezes. No sonho estou trabalhando. Meu local de trabalho é uma fábrica enorme, escura e gosmenta, digna do melhor filme de terror. Quer dizer, ao menos na aparência meu local de trabalho é esse, poís durante o sonho tenho plena consciencia de que estou no meu local de trabalho da vida real.
Nesse sonho, saio da minha área de trabalho, dentro da fábrica, e vou resolver um assunto com uma senhora, cujo nome não posso revelar, que vive em uma casinha ao lado da fábrica.
Bato na porta. Ela demora a atender. Está bem velinha, caminha com o auxilio de uma bengala.
-Olá, Dona. ...
-Oh, Marina, como você cresceu! Como estão os pais? Entre, entre!
Ela me recebe bem, é uma pessoa doce. Mas algo na casa dela me dá medo. Ela vive sozinha, mas a casa é enorme. Na verdade já estive naquela casa, uma vez, para um atendimento médico, quando estava doente e fui atendida no fim de semana na casa da minha médica. A senhora é a mãe da Dra., mas a Dra. não vive mais com ela.
Enfim, começo a tratar do assundo com a Dona., e começamos a nos acertar. Em paralelo o Sr. e a Sra., tramam contra mim dentro da fábrica. Ligam para o meu chefe e o avisam que eu estou armando uma trapaça com a Dona., que no auge dos seus 80 anos que derrubá-lo.
Recebo então, no meio de minhja conversa com Dona. uma ligação de meu chefe. Ele é uma pessoa calma, mas nesse dia está nervoso. Começo então a visualizar toda a armação do Sr. e da Sra.. Então enão é que eles simplesmente me olhassem torto, questionassem meus horarios de entrada e saída e o que eu mando para impressão. Além de tudo, eles tramam contra mim.
Ele são muito mais forte, é meu fim...
E agora?
E...
Acordei.
Mas a questão é que sonhei com isso, ou penso que sonhei, ao menos duas vezes. No sonho estou trabalhando. Meu local de trabalho é uma fábrica enorme, escura e gosmenta, digna do melhor filme de terror. Quer dizer, ao menos na aparência meu local de trabalho é esse, poís durante o sonho tenho plena consciencia de que estou no meu local de trabalho da vida real.
Nesse sonho, saio da minha área de trabalho, dentro da fábrica, e vou resolver um assunto com uma senhora, cujo nome não posso revelar, que vive em uma casinha ao lado da fábrica.
Bato na porta. Ela demora a atender. Está bem velinha, caminha com o auxilio de uma bengala.
-Olá, Dona. ...
-Oh, Marina, como você cresceu! Como estão os pais? Entre, entre!
Ela me recebe bem, é uma pessoa doce. Mas algo na casa dela me dá medo. Ela vive sozinha, mas a casa é enorme. Na verdade já estive naquela casa, uma vez, para um atendimento médico, quando estava doente e fui atendida no fim de semana na casa da minha médica. A senhora é a mãe da Dra., mas a Dra. não vive mais com ela.
Enfim, começo a tratar do assundo com a Dona., e começamos a nos acertar. Em paralelo o Sr. e a Sra., tramam contra mim dentro da fábrica. Ligam para o meu chefe e o avisam que eu estou armando uma trapaça com a Dona., que no auge dos seus 80 anos que derrubá-lo.
Recebo então, no meio de minhja conversa com Dona. uma ligação de meu chefe. Ele é uma pessoa calma, mas nesse dia está nervoso. Começo então a visualizar toda a armação do Sr. e da Sra.. Então enão é que eles simplesmente me olhassem torto, questionassem meus horarios de entrada e saída e o que eu mando para impressão. Além de tudo, eles tramam contra mim.
Ele são muito mais forte, é meu fim...
E agora?
E...
Acordei.
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