Marina Feldman voltou da guerra. Mas agora enfrenta a guerrilha urbana do dia-a-dia, na selva de pedra de Curitiba.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Férias
"Ai, ai... Quero férias!", dizia Marina Feldman, sempre que faltava assunto. Sempre que parava de falar naquele ritmo incessante a que está acostumada, soltava um suspiro e falava a mesma coisa. Parecia que, chegando às ferias, chegaria a paz. Passaram-se semanas, meses. Primeiro a faculdade deu folga. Depois foram as aulas de ingles. Logo em seguida as de Hebraico. Depois ferias eternas do seu antigo emprego. E, por fim, o ultimo dos cinco empregos à libertou. Férias, em tempo integral. Alegira garantida, tempo pra espreguiçar, meditar, dançar e dormir. Então, por que esse vazio?
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